Betho Info
MÚSICA - PENSAMENTOS - INFORMAÇÃO
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
o 1º Dj de Verdade!!!!
Greg Wilson pela primeira vez no Brasil

É raro um DJ inédito por aqui hoje em dia, ainda mais se tratando de um DJ veterano da primeira geração. Pois nesse fim de semana, Greg Wilson, o lendário DJ se apresenta pela primeira em São Paulo e Porto Alegre.
Underground nos anos 80, Greg Wilson foi pioneiro na discotecagem - muito antes que as pessoas soubessem o que significava o termo "DJ" - foi ele um dos responsáveis por introduzir e popularizar a música eletrônica no Reino Unido.
DJ há mais de 30 anos, foi em 82 que começou a explorar as possibilidades criativas de edição das músicas que tocava. Era tão ‘o primeiro e único’, que sua técnica era cortar e colar fita de rolo, ajustando o beat na mão. Sem referências para se inspirar ou trocar idéias, que desenvolveu um estilo próprio de tocar com bases de Soul, Funk, Jazz e Electro.
Vintage até o fim
Depois de duas décadas de hiato, Greg volta para celebrar o revival da Disco Music. Em suas performances ainda usa seu antigo gravador Revox B77 (foto).

A passeio em São Paulo, Greg Wilson foi no Bar Brahma, e depois ver o show do instrumentista Bocatto no SESC Consolação. O Repique conversou com o produtor Marcos Guzman, o responsável pela vinda de Greg Wilson para o Brasil.
E aí Marcos, como é trazer Greg Wilson para o Brasil?
Super privilégio. Ele tem mais de 50 anos, é tipo um ‘tiozão’. Ele começou a tocar com 18 anos, em 1975. Está inteirão, em forma, animado. Mente fresca. Quem me dera chegar aos 50 nessa boa forma.
Como vai ser o set dele, ele te adiantou?
Mistura de Disco Music das antigas, ‘obscuridades’ não muito conhecidas e alguns hits reconstruídos por ele – os ‘edits’, que são versões exclusivas.
Ele vai usar o Revox afinal?
Putz. Isso foi a coisa mais difícil. Modéstia à parte, ninguém ia conseguir fazer isso - tinham quatro produtores atrás de trazê-lo e eu consegui porque temos um amigo em comum. Quem traz tem que consegui r o Revox e lá fui eu, cinco meses indo atrás. Foi uma saga. Estava quase desistindo quando descobri um grupo de colecionadores aficionados. Fui bater no Dr. Revox no Brasil, um italiano do Brás, de mais de 70 anos. Tive que comprar o equipamento.
Comprar?
Foi uma paulada, um investimento equivalente a mil euros. Foi para revisão e chegou ontem.
E faz muita diferença esse equipamento?
É um luxo. Dá para sentir a qualidade da fita tape. Toda vez que ele soltar você vai sentir. É a diferença entre ouvir mp3 em baixa resolução e depois ouvir em alta.
Como foi a trajetória dele, por que ele ficou sem tocar uns quase 20 anos?
Ele parou de tocar em 88 para fazer outras coisas, só que de uns cinco anos para cá, saiu muito documentário sobre a Dance Music e em geral não era citado o período da Black Music na Inglaterra, que é uma coisa pré-Hacienda. Daí ele resolveu fazer um blog - www.electrofunkroots.co.uk/ - e começou a dar o ponto de vista dele, uma parte da história que não é muito divulgada.
Através do blog ele começou a receber muitos convites para tocar e achou que pudesse ser uma boa hora para voltar, mas não queria que fosse algo nostálgico. Então ele resolveu fazer uma narrativa ‘linha do tempo’ entre músicas antigas e contemporâneas. Hoje ele toca com um laptop e com o Revox.
fonte: REPIQUE POR PAULA GUEDES - TERRA.COM.BR



